Na manhã desta segunda-feira, 30 de março, dezenas de mulheres e apoiadores participaram de uma mobilização em defesa do combate ao feminicídio e à violência doméstica. O ato, organizado pela Comissão de Inclusão dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal, reuniu a comunidade em um momento de conscientização, acolhimento e fortalecimento da luta por direitos.
Vestidos predominantemente de preto — em sinal de respeito às vítimas e de compromisso com a causa — os participantes iniciaram a programação com um café da manhã na Casa da Mulher Paulista e seguiram com encontro na Câmara Municipal. Depois houve a concentração na Praça da Mulher e em seguida, o grupo seguiu em caminhada pelas ruas da região central, chamando a atenção da população para a urgência do tema.
Com faixas e cartazes, os manifestantes destacaram mensagens de enfrentamento à violência, como “Todos na luta contra a violência doméstica e o feminicídio”, reforçando a importância da denúncia e do apoio às vítimas. A mobilização também contou com a distribuição de materiais informativos e momentos de diálogo entre os participantes.
Segundo os organizadores, o objetivo do evento é sensibilizar a sociedade e fortalecer a rede de proteção às mulheres. “A presença de cada pessoa aqui representa um passo importante na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas”, destacou a comissão.
Além das mobilizações locais, o enfrentamento à violência contra a mulher ganhou um marco importante em âmbito nacional. Em janeiro de 2026, foi sancionada a lei que institui o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado anualmente em 17 de outubro. A data homenageia Eloá Cristina Pimentel, assassinada em 2008, e reforça a importância de manter viva a memória das vítimas, ao mesmo tempo em que chama a atenção para a urgência de ações concretas de prevenção e combate à violência.
A mobilização chama atenção para a urgência de políticas públicas mais eficazes e para a importância de cada pessoa fazer a sua parte no combate à violência de gênero. O recado é direto: não dá mais para se calar — é preciso denunciar, acolher e agir.